Quando as raízes falam mais alto.

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O que você mais gosta de fazer? Pode ser uma pergunta desafiadora para muitos. Mas não para Gabriela Santos, mineira de Belo Horizonte, que sempre interviu em seus brinquedos de forma artística, o que a levou a ter talento e força de vontade para lançar sua própria marca no futuro, a Nêga, marca desta semana aqui no blog.

“Era cabelo de boneca cortado pra cá, mechas de canetinha pra lá, roupas inventadas e, claro, muitos acessórios feitos com linhas e miçangas encontradas pelo porta joias da mamãe”, conta a empreendedora sobre a infância.

 

 

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O tempo passou e, adolescente, Gabriela ficou conhecida por inventar seus próprios acessórios: desde colares misturados com flores até chaveiros com balangandãs. Mas criar a sua própria marca não foi a escolha mais óbvia para ela. Assim como muitos empreendedores, a mineira tentou outra carreira se formando em Hatha Yoga, Mestre Reiki, Massoterapia e cursando até o último período de Educação do Campo, na Universidade Federal de Minas Gerais.

“Aos 45 minutos do segundo tempo, convicta de que meu lugar definitivamente não seria a sala de aula, voltei os olhos a criança adormecida e me refiz artista”, relembra Gabriela.

 

 

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Foi assim que, há três anos, nasceu a Nêga: uma marca que veio de sonhos e devaneios de sua criadora e propõe o prazer por usar únicos, exclusivos e belos brincos, colares, tiaras, presilhas e bloquinhos que caem perfeitamente bem em pescoços, orelhas, cabeças e corações de quem admira arte e valoriza o trabalho feito à mão. Para encontrar o nome perfeito, a mineira se conectou às suas raízes:

“Como a grande maioria das pessoas negras sofri bastante em minha adolescência. É difícil se encaixar em padrões estéticos que não são os seus. Cabelos, lábios, nariz… Já cheguei a colocar pregador de roupas nas narinas para ‘afiná-las’. A descoberta da beleza única, da aceitação de ser quem se é (branco, preto, índio, cafuso, asiático) é libertadora! Assim, empoderada e de volta a ‘quem sou eu’, quis deixar isso explícito no nome da marca, de modo que isso aproxime a Nêga que sou da Nêga que é cada uma das pessoas que usa a marca. Vejo cada Nêga perfeita e singular em sua forma e beleza”, explica.

 

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O primeiro desafio de Gabriela foi encontrar uma forma tornar acessórios em papel mais resistentes. Afinal, temos que contar o suor e chuvas, certo? Ali, ela mostrou a sua força e colocou ainda mais conceito na marca iniciando um trabalho de pesquisa de impermeabilização, além de investir em técnicas, materiais e misturas. Isso aconteceu até chegar ao trabalho atual que permite até que você se dê ao luxo de esquecer de tirar os brincos na hora do banho. “Só não abuse :)”, avisa a criadora.

 

Foto: Guilherme Felipe

Para criar todo esse arsenal, a Gabriela teve que driblar algumas “paranoias mercadológicas”, como ela mesmo diz, de apresentar novidades o tempo todo. “Hoje nosso processo criativo é livre, leve e solto”, orgulha-se. Falando nisso, é claro que a cultura africana é uma grande fonte de inspiração para Gabriela, que enaltece: “as cores, cultura e o povo africano são fontes inesgotável de inspiração”. Com todo seu conceito e criação, a Nêga chegou à Endossa BSB em setembro de 2014 e hoje conta com uma caixa na Endossa CCSP. Mas as perspectivas é voltar à Brasília, além de conseguir um espaço na Endossa Augusta.

 

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“Acho que nem preciso dizer do quanto gostamos de fazer parte dessa família não é!? Acreditamos na proposta da manutenção colaborativa dos espaços, mas, sobretudo, no trabalho feito à mão que tanto fomenta sonhos e faz girar uma economia mais justa e solidária. Recomendamos a experiência a todos os pequenos empreendedores que desejam expandir vendas, público e experiências”, elogia Gabriela, que possui planos de aumentar a linha de acessórios.

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“Se a porta estiver trancada, quebre as paredes”: esta é a frase inspiradora de Gabriela, que dá a dica para quem quer empreender:

“Quebre as paredes!
Empreender é uma delícia, mas também um terreno instável. É desafiador. Precisamos criar as oportunidades, aprender sempre e muito (em especial com as frustrações), há dias de muito cansaço, há dias de muita empolgação. Momentos em que dá vontade de desistir! Mas, se é seu sonho, se você acredita mesmo no que faz, NÃO DESISTA!

Aprendi também que não dá pra fugir da burocracia, do planejamento, da fila do banco, e de estudar toda a parte “chata” que mantém um negócio. Olhar isso com carinho e com a certeza que só assim dá para manter o sonho vivo, faz a gente dar passos largos em direção a ele”.

 

Você encontra os produtos da Nêga na Endossa CCSP.

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